Pista de dança no Porto com Moby

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Apesar de servir de apresentação do novo trabalho, o concerto de Moby, anteontem, à noite, passou em revista alguns dos maiores sucessos do músico. Cerca de 20 mil pessoas assistiram ao espectáculo no Parque da Cidade, no Porto.

O pretexto foi a digressão de “Wait for me”, mas Moby não desbobinou apenas o novo trabalho. Com um espectáculo bem estruturado, o artista alternou entre músicas relaxantes e outras que punham os milhares de fãs a saltar, numa verdadeira pista de dança ao ar livre.

Moby é dono e senhor do palco. Surge tímido e sereno, mas vai-se soltando, enquanto comunica com o público. Como já é hábito, criticou a política do ex-presidente norte-americano George W. Bush, mas congratulou a nova fase do seu país e agradece a “paciência que todos tiveram para os anos de governação de Bush”.

Num desfile de êxitos que pôs muitos a saltar, o músico confidenciou que o que mais gostava “era ver 20 mil pessoas a saltar ao som de “Go” – o seu grande sucesso, ainda do início dos anos 90. Confessou ainda: “Sabem…eu já fui um ‘raver’. Já estive em festas ‘rave’ até o amanhecer, com pauzinhos fluorescentes. E esta música é dedicada a todos os que já estiveram numa e viram o sol nascer enquanto dançavam”. Os momentos de dança incluíram “Lift me up” e “Natural blues” e recordaram-se temas como “Why does my heart feel so bad?” ou “Porcelain”. Houve ainda um momento, “Disco lies”, para “lembrar a noite nova-iorquina”, com uma batida frenética que Moby acompanhou, quase sempre, nos seus batuques.

Publicado a 14 de Setembro de 2009

Fotos: DB

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Oasis voltam a Portugal para mostrar novo disco

Para muitos, este é um concerto esperado há anos. Os Oasis, liderados pelos irmãos Liam e Noel Gallagher, já não vinham cá desde 2005. A actuação deste sábado, às 21.15 horas, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, marca o regresso.

Há cerca de quatro anos, os britânicos tocaram no Festival Sudoeste, no Alentejo. O espectáculo marcado para esta noite faz parte da maior digressão da banda pela Europa Ocidental, onde os Oasis apresentam o novo álbum, “Dig out your soul”, o sétimo trabalho de estúdio. O disco é o primeiro lançado internacionalmente pela editora do grupo, a Big Brother Recordings.

Este é o quarto concerto do clã Gallagher em Portugal, mas apenas o segundo em nome próprio. A estreia em terras lusas foi em 2000, na Praça Sony, em Lisboa.

Os Oasis são uma banda polémica, muitas vezes, devido ao temperamento dos manos Gallagher – que só quem é fã compreende, assim como os ataques a outros artistas (como Blur ou Coldplay) só são compreendidos pela imprensa britânica. “Vendemos muitos discos com isso”, afirmou Noel, numa entrevista.

Apesar do temperamento especial e da controvérsia em redor dos manos de Manchester, os Oasis foram uma das bandas que marcaram a música dos anos 90. Além de Liam (voz) e Noel (guitarra), os Oasis são formados por Gem Archer (guitarra), Andy Bell (baixo) e Chris Sharrock (bateria).

Tudo começou em 1994, com “Definitely maybe”, álbum que os lançou para a ribalta e que foi considerado, recentemente, pela revista “Q”, o melhor álbum britânico de sempre. Seguiram-se outros trabalhos de êxito, como “(What’s the story) morning glory?”, que trouxe a que é, muito provavelmente, a música mais tocada de dos Oasis, “Wonderwall”.

A primeira parte do concerto vai ser feita pelos ingleses Free Peace, a partir das 20 horas. Foi o próprio Noel Gallagher quem os escolheu para abrir os concertos da digressão europeia. Formados em Agosto de 2008, os Free Peace ainda não editaram nenhum álbum, mas já caíram nas boas graças da imprensa britânica. Apresentam o seu som, muito próximo de Led Zeppelin ou Jimi Hendrix, pela primeira vez em Portugal.

Apesar de as críticas terem sido sobretudo favoráveis, algumas referem que este álbum abandona um poupo a pop que caracteriza os Oasis. Será? Para confirmar, hoje, no Pavilhão Atlântico. Os bilhetes custam entre 28 e 40 euros.

(15 de Fevereiro de 2009)

Público cantou em coro êxitos dos Oasis

Apesar de terem vindo mostrar o novo trabalho – “Dig Out Your Soul” – os Oasis não deixaram de recordar alguns dos seus maiores sucessos, que foram cantados em coro pelo público no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

 

Domingo à noite, a chamada ao palco foi feita com “Fuckin’ In The Bushes”. Se, no início do espectáculo, até parecia que os irmãos Gallagher não tinham vindo mostrar o “Dig Out Your Soul”- começaram com “Rock’n’Roll Star”e “Lyla” – depressa se percebeu que a maior parte do público pouco conhecia as músicas deste trabalho. Ainda assim, quando se ouviu “The Shock Of The Lightning”, a reacção foi positiva.

Desde o início da tarde que centenas de fãs se colocaram em fila junto ao Pavilhão Atlântico, para conseguirem ficar nos lugares da frente. Quando se perguntou se havia muitos ingleses na sala a resposta foi surpreendente. Eram muitos os conterrâneos dos Gallagher que vieram a Portugal para assitir ao concerto.

Liam mudou. Está de cabelo curto e a sua postura, ainda que de rebelde, parece muito mais calma. Noel brinca com o público. Enquanto afina a guitarra, pergunta: “Vocês amam-me?”, com resposta afirmativa do público, canta “The Importance Of Being Idle”. O mano mais velho dos Gallagher deixou ainda um pedido: “Digam, por favor, ao José Mourinho, para voltar a Inglaterra e treinar o Manchester City”.

Apesar de algumas músicas do último álbum serem já conhecidas, foram as mais antigas que fizeram vibrar o Pavilhão Atlântico. “The Masterplan”, “Morning Glory” – dedicada aos fãs – e, principalmente “Wonderwall” e “Don’t Look Back In Anger” (já no encore) foram recebidas com alguma histeria e cantadas em coro. O concerto terminou com “I Am The Walrus”, dos Beatles.

(17 de Fevereiro de 2009)

Jason Mraz estreia-se num palco portuense

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Com dois concertos esgotados há várias semanas, Jason Mraz faz etsa sexta-feira, às 20.30 horas, a sua estreia num palco portuense, o Coliseu do Porto. Esta quinta-feira, o músico norte-americano esteve no Campo Pequeno, em Lisboa.

A venda de bilhetes não é, contudo, um fenómeno unicamente português. Até à data, a digressão do norte-americano conta com várias salas esgotadas.

“I’m yours” é, indubitavelmente, o grande êxito de Mraz e não vai ser surpresa nenhuma quando, hoje, for cantada em coro no Coliseu.

Sons calmos, acordes melódicos e letras introspectivas fazem o sucesso do músico. E por tudo isso, juntamente com os sentimentos que passa nas suas letras, foi escolhido para actuar, com acompanhamento de orquestra, no concerto do Prémio Nobel da Paz, no Oslo Spektrum, na Noruega, em Dezembro do ano passado.

Apesar de Jason Mraz se ter destacado no panorama musical português com “We sing. We dance. We steal things”, o músico é autor de três álbuns. O primeiro foi editado em 2002 – “Waiting for my rocket to come” – e valeu-lhe uma nomeação para os Grammy.

As boas vibrações que transmitiu foram logo gabadas, sendo considerado um herdeiro de uma escola de fusão de géneros, onde se destacam nomes como Dave Matthews Band ou G. Love & Special Sauce.

De “Waiting for my rocket to come” saíram êxitos como “Remedy (I wont worry)”, “You & I both” e “Curbside prophet”.

Em 2005, saiu “Mr. A-Z”, que teve como single de êxito “Geek in pink”. Conseguiu chegar ao 5.º lugar do top de vendas e, com isso, Mraz foi convidado para fazer a primeira parte de cinco concertos dos Rolling Stones.

No ano passado, chegou a confirmação. “We sing. We dance. We steal things” brilhou com o single “I’m yours” e, mais tarde, com “Lucky”, um dueto com a conhecida cantautora Colbie Caillat.

Antes de Mraz subir ao palco do Coliseu, vai ser ouvida a música de Two Spot Gobi e Marit Larsen. Two Spot Gobi são britânicos e apresentam uma mistura de blues e rock. Segue-se Marti Larsen, uma cantautora norueguesa, que editou o primeiro disco aos 13 anos.

Para quem já tem o bilhete na mão, o encontro é logo à noite, a partir das 20.30 horas, no Coliseu do Porto.

(20 de Março de 2009)