Viagem ao mundo ferroviário

Quem olha para a montra de A Gotita, na Rua de Fonseca Cardoso, no Porto, vê logo que esta não é uma simples loja de brinquedos.

Pelo vidro vêem-se comboios – réplicas em diversas escalas e representativas de companhias europeias – alguns dos quais ainda circulam nos caminhos-de-ferro portugueses e outros representam composições históricas.

Aberta desde Outubro 2009, no Porto, A Gotita é uma loja de modelismo que tem tudo do mundo ferroviário. Em Lisboa, existe a loja-mãe há 16 anos. Nas montras de A Gotita estão dezenas de composições como se de uma estação-museu ferroviária se tratasse.

Ali mesmo, nas prateleiras, espreitam peças que retratam as carruagens do histórico Expresso do Oriente. Dentro delas estão pequenas mesas e candeeiros que tornam ainda mais verdadeira esta réplica da faustosa composição.

“A maior parte dos clientes são adultos, mas muitos são pais e trazem consigo os filhos, passando-lhes esta paixão”, diz Sérgio Torres, gerente do espaço do Porto, e também um aficcionado: “Lembro-me que em criança ficava horas entretido a ver passar os comboios”.

“Hoje deixaram de ser simples brinquedos para serem modelos de colecção e muitos com tecnologia de ponta”, salienta Sérgio Torres, enquanto coloca uma locomotiva a vapor nos carris comandados por um pequeno computador.

“Esta máquina”, diz enquanto aponta para os vários botões, “faz de tudo para tornar mais real as maquetas”. Tem botões para tudo. Para o comboio andar, para abrir e fechar portas dos vagões, os sons de partida do comboio, dos travões nos carris e do engate das carruagens. Ainda acende as luzes e solta o pouca-terra enquanto arranca lançando fumo. É impossível não se ficar impressionado com esta imagem realista e com as possibilidades deste modelo.

Dos acessórios que existem para embelezar a maqueta “há em miniatura tudo o que possa imaginar-se”, refere Sérgio Torres. Candeeiros de rua, sinais de trânsito, calçadas, réplicas de árvores, edifícios à escala e ainda bonecos que imitam o nosso quotidiano.

“Isto tem piada porque se constrói aos poucos e sempre que haja tempo livre”, adianta o gerente. Explica Sérgio Torres que “se vende mais o material português porque as pessoas se sentem mais familiarizadas com as locomotivas, já que algumas ainda estão em circulação”.

É o caso das que fazem a tracção de composições portuguesas como a 1320, a 5600 (actualmente são as locomotivas dos Intercidades) ou a 1400, também “muito emblemática no Norte”. “Os alemães são especialistas mundiais deste hóbi, mas as marcas têm preços para todo o tipo de bolsas”, remata Sérgio Torres.

Mais informação: A Gotita, Lda, rua Fonseca Cardoso, 211, Porto/ Tel.:220 933 934 /www.agotita.pt

Jornal de Notícias, 24 de Março de 2010

Fotografias: Susana Ribeiro

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