3500 quilómetros num riquexó

A história de… Luís Miguens e João Fiúza

Dois amigos vão percorrer 3500 quilómetros entre a Índia e o Nepal . Para além de conhecer mundo, a aventura dos engenheiros informáticos vai contribuir para ajudar quem mais precisa.

A paixão pelas viagens levou Luís Miguens e João Fiúza a candidatarem-se à Rickshaw Run entre o Nepal e a Índia. São a primeira equipa portuguesa a entrar nesta aventura, que contempla cerca de 3500 quilómetros dentro de um riquexó.

“A ideia apareceu ao acaso. Andava a pesquisar na Internet informações sobre a Mongólia e dei de caras com a corrida Londres /Mongólia. Também vi que tinham outra mais interessante para mim, a Rickshaw Run na Índia. E convidei o Luís, com quem já tinha feito viagens de mergulho”, conta João Fiúza.

Os dois amigos, ambos engenheiros informáticos, para além da paixão pelas viagens têm uma outra actividade, a que se dedicam de corpo e alma: o mergulho. João tem 29 anos e mora actualmente em Nice, França, e Luís, de 33 anos, reside nos Açores.

“Para além de ser uma forma diferente de viajar e conhecer a Índia esta é também uma corrida solidária”, desvenda João Fiúza. “A inscrição da equipa foi cerca de mil euros e cada grupo participante tem que angariar, no mínimo, cerca de 1100 euros para a Maiti Nepal e para a Mercy Corps. A Maiti Nepal dá apoio a vítimas de tráfico de órgãos humanos e a Mercy Corps apoia o desenvolvimento das populações mais carenciadas na Índia”, explica Fiúza. A viagem começa a 1 de Janeiro e decorre até dia 16.

O riquexó é fornecido pela organização e a decoração é da autoria dos participantes.”O riquexó é de 150cc e anda a uma média de 30 quilómetros por hora, e isso implica que temos de fazer oito a 10 horas diárias de condução. Muito provavelmente temos de o fazer de noite, o que é bastante perigoso, devido aos grandes camiões. A Índia tem o maior número de mortes na estrada do Mundo: 100 mil mortes por ano”, explica Fiúza. Daí o aviso da organização no site em que diz que estes 15 dias não são férias: “Estas aventuras são genuinamente perigosas. (…) não convém subestimar os riscos envolvidos neste tipo de aventura, algumas equipas magoaram-se a sério(…). Estás mesmo por tua conta”.

“A mecânica aparentemente não será um problema, pois podemos pedir ajuda aos habitantes locais. O meu maior medo é ficar doente na viagem devido a comida ou outra coisa qualquer”, adianta João.

Nesta corrida o mais importante não é vencer. É experimentar a aventura e ajudar na recolha de donativos solidários. Há quem, com contratempos pelo caminho, demore mais do que as duas semanas previstas.

No suposto dia da chegada a organização providencia um convívio, com lanche e um jogo de críquete. Em 2010 organizam três corridas, mas têm percursos totalmente diferentes. Pode seguir a aventura dos dois portugueses através do link: http://rickshawrun10w.theadventurists.com/index.php?mode=teamwebsites&name=skaphandrus.

Publicado no Jornal de Notícias a 30 de Dezembro de 2009

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Gente/Interior.aspx?content_id=1458161

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