Regresso ao passado na Galiza

Regresso ao passado na Galiza

Reportagem em imagens aqui no Jornal de Notícias.

Regresso ao passado na Galiza

Romaria Vikingue é o pretexto para uma ida à vila galega de Catoira no primeiro domingo de Agosto

Na Galiza, mais propriamente em Catoira, Pontevedra, o primeiro domingo de Agosto é marcado por uma encenação das invasões viquingues, que aconteceram há mais de mil anos. Catoira fica a cerca de 35 quilómetros de Santiago de Compostela e de Pontevedra.

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A festa vai repetir-se na manhã do dia 2 de Agosto, com os habitantes locais a vestirem a pele dos guerreiros normandos. Desde 1960 que esta festa popular acontece e, desde 2002, que é evento de Interesse Turístico Internacional.

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Meta os pés ao caminho. São muitos os curiosos e é natural que tenha de deixar o carro longe. De qualquer das formas só se chega ao local da festa a pé. A multidão começa a concentrar-se perto das ruínas das Torres do Oeste – um dos mais importantes pontos arqueológicos da Galiza e Património Histórico Nacional, desde 1942 – onde a ria Arousa se junta ao rio Ulla.  As Torres, datadas do século IX, foram durante muitos séculos um importante ponto defensivo dos ataques à Galiza.

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Sentados junto às Torres, milhares de pessoas aguardam a descida dos barcos pela ria até ao areal. Desde manhã cedo os grupos folclóricos percorrem as ruas da vila de Catoira em direcção às ruínas das Torres do Oeste. A feira medieval está montada num amplo espaço verde e providencia comida e venda de artesanato regional, assim como a respectiva indumentária viquingue para entrar no espírito da encenação. Vinho é também coisa que não falta. Chega em pipas e garrafões que os foliões começam a esvaziar ainda o sol não queima. Bebem-nos como se fossem da época dos bárbaros e atiram-no a quem passa.

O ponto alto das celebrações acontece já o sol é tórrido (não se esqueça do protector solar e chapéu). Pelas 13 horas, os barcos que começaram a descer a ria Arousa , passam pela multidão que se debruça junto à água e grita juntamente com os bárbaros, que viajam em réplicas de barcos viquingues do século XI. Normalmente são três as embarcações que dão à costa,  carregadas de viquingues vestidos a preceito e ornamentados com os seus capacetes com chifres e de espadas em riste. É no pequeno areal que, vindos dos barcos, encenam lutas com os habitantes locais e no final gritam vitória. Do outro lado das Torres do Oeste juntam-se para festejar a glória e atiram vinho pelo ar. A festa continua com comida e bebida, ao som de gaitas de foles e a confraternização entre os boémios…alguns já muito alegres. A festa dura até à noite. Marque na agenda: é no primeiro domingo de Agosto.

Mais informações em  www.catoira.es e www.vikinga.es

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