Jornalista Susana Ribeiro

Oasis voltam a Portugal para mostrar novo disco

Setembro 2, 2009
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Para muitos, este é um concerto esperado há anos. Os Oasis, liderados pelos irmãos Liam e Noel Gallagher, já não vinham cá desde 2005. A actuação deste sábado, às 21.15 horas, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, marca o regresso.

Há cerca de quatro anos, os britânicos tocaram no Festival Sudoeste, no Alentejo. O espectáculo marcado para esta noite faz parte da maior digressão da banda pela Europa Ocidental, onde os Oasis apresentam o novo álbum, “Dig out your soul”, o sétimo trabalho de estúdio. O disco é o primeiro lançado internacionalmente pela editora do grupo, a Big Brother Recordings.

Este é o quarto concerto do clã Gallagher em Portugal, mas apenas o segundo em nome próprio. A estreia em terras lusas foi em 2000, na Praça Sony, em Lisboa.

Os Oasis são uma banda polémica, muitas vezes, devido ao temperamento dos manos Gallagher – que só quem é fã compreende, assim como os ataques a outros artistas (como Blur ou Coldplay) só são compreendidos pela imprensa britânica. “Vendemos muitos discos com isso”, afirmou Noel, numa entrevista.

Apesar do temperamento especial e da controvérsia em redor dos manos de Manchester, os Oasis foram uma das bandas que marcaram a música dos anos 90. Além de Liam (voz) e Noel (guitarra), os Oasis são formados por Gem Archer (guitarra), Andy Bell (baixo) e Chris Sharrock (bateria).

Tudo começou em 1994, com “Definitely maybe”, álbum que os lançou para a ribalta e que foi considerado, recentemente, pela revista “Q”, o melhor álbum britânico de sempre. Seguiram-se outros trabalhos de êxito, como “(What’s the story) morning glory?”, que trouxe a que é, muito provavelmente, a música mais tocada de dos Oasis, “Wonderwall”.

A primeira parte do concerto vai ser feita pelos ingleses Free Peace, a partir das 20 horas. Foi o próprio Noel Gallagher quem os escolheu para abrir os concertos da digressão europeia. Formados em Agosto de 2008, os Free Peace ainda não editaram nenhum álbum, mas já caíram nas boas graças da imprensa britânica. Apresentam o seu som, muito próximo de Led Zeppelin ou Jimi Hendrix, pela primeira vez em Portugal.

Apesar de as críticas terem sido sobretudo favoráveis, algumas referem que este álbum abandona um poupo a pop que caracteriza os Oasis. Será? Para confirmar, hoje, no Pavilhão Atlântico. Os bilhetes custam entre 28 e 40 euros.

(15 de Fevereiro de 2009)


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Público cantou em coro êxitos dos Oasis

Setembro 2, 2009
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Apesar de terem vindo mostrar o novo trabalho – “Dig Out Your Soul” – os Oasis não deixaram de recordar alguns dos seus maiores sucessos, que foram cantados em coro pelo público no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

 

Domingo à noite, a chamada ao palco foi feita com “Fuckin’ In The Bushes”. Se, no início do espectáculo, até parecia que os irmãos Gallagher não tinham vindo mostrar o “Dig Out Your Soul”- começaram com “Rock’n'Roll Star”e “Lyla” – depressa se percebeu que a maior parte do público pouco conhecia as músicas deste trabalho. Ainda assim, quando se ouviu “The Shock Of The Lightning”, a reacção foi positiva.

Desde o início da tarde que centenas de fãs se colocaram em fila junto ao Pavilhão Atlântico, para conseguirem ficar nos lugares da frente. Quando se perguntou se havia muitos ingleses na sala a resposta foi surpreendente. Eram muitos os conterrâneos dos Gallagher que vieram a Portugal para assitir ao concerto.

Liam mudou. Está de cabelo curto e a sua postura, ainda que de rebelde, parece muito mais calma. Noel brinca com o público. Enquanto afina a guitarra, pergunta: “Vocês amam-me?”, com resposta afirmativa do público, canta “The Importance Of Being Idle”. O mano mais velho dos Gallagher deixou ainda um pedido: “Digam, por favor, ao José Mourinho, para voltar a Inglaterra e treinar o Manchester City”.

Apesar de algumas músicas do último álbum serem já conhecidas, foram as mais antigas que fizeram vibrar o Pavilhão Atlântico. “The Masterplan”, “Morning Glory” – dedicada aos fãs – e, principalmente “Wonderwall” e “Don’t Look Back In Anger” (já no encore) foram recebidas com alguma histeria e cantadas em coro. O concerto terminou com “I Am The Walrus”, dos Beatles.

(17 de Fevereiro de 2009)


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