Uma loja, na Senhora da Hora, que vende e compra vestuário, brinquedos e todos os outros objectos para crianças, incluindo roupa para grávidas. A única diferença é que tudo é em segunda mão.
“Muitos artigos estão por estrear, outros pouco foram usados”, diz Márcia Pinto que faz notar: “Há cada vez mais clientes que se queixam da crise”. Explica ainda a responsável da UZA: “O maior volume de negócio é feito com roupa. Há pessoas que vêm cá e levam muita roupa, com pouco dinheiro”.
Segundo Márcia Pinto, “para os artigos maiores vê-se que as pessoas andam a verificar preços e depois vêm aqui ver, como por exemplo os carrinhos de bebé”. “Quem vem, sabe o que quer e sabe que vai poupar muito”, garante.
Mãe de dois filhos, um de seis anos e outro de 18 meses, Márcia Pinto teve a ideia de ter este tipo de comércio quando ainda estava grávida: “Vi um artigo especializado sobre este tipo de negócio, que dizia que era uma área em expansão”. Além do facto de se vender peças em segunda mão, outra das diferenças deste negócio é o facto de “o cliente se tornar fornecedor, porque nos vende artigos que vamos vender aqui na loja”, explica Márcia, adiantando que “o conceito de venda em segunda mão é recente em Portugal, mas para os estrangeiros, pelo contrário, é algo muito normal”.
No mesmo segmento, encontra-se a KiD to KiD. Com várias lojas espalhadas pelo país, o grupo diz no site a razão de existir: “Porque os miúdos crescem mais depressa que o rendimento familiar”. A KiD to KiD incentiva os clientes a reverem os armários e a levarem para as lojas o que as crianças não usam. As peças podem render-lhe dinheiro (ao vendê-las à loja) e ao mesmo tempo ajudar a poupar a muita gente.
Mais informações em: www.uza.com.pt
(08 de Abril de 2009)